PSOL: cronologia resumida

27 de outubro de 2002. 

Lula é eleito pela primeira vez Presidente da República. Derrota no segundo turno, com 61,3% dos votos válido, José Serra (PSDB). Conta, até então, com o apoio de quase todos os partidos de esquerda e movimentos sociais combativos. Logo após tomar posse, em 1º de janeiro de 2003, nomeia Henrique Meirelles, deputado federal eleito pelo PSDB de Goiás e ex-presidente do Bank Boston, para a presidência do Banco Central, deixando claro que não deseja mudanças significativas na política econômica herdada dos governos de Fernando Henrique Cardoso (PSDB).

11 de dezembro de 2003.

É aprovada, em segundo turno pelo plenário do Senado, a reforma da previdência do setor público. É a primeira grande vitória do governo Lula no Congresso Nacional. A proposta do governo é rejeitada por parcelas significativas dos sindicatos do funcionalismo público e das demais entidades da classe trabalhadora, que organizam grandes manifestações visando impedir a sua aprovação. Apesar das ameaças de expulsão, quatro parlamentares petistas votam contra a reforma previdenciária: Babá (deputado federal), Heloísa Helena (senadora), João Fontes (deputado federal) e Luciana Genro (deputada federal). Outro grupo de parlamentares petistas, também correndo o risco de sofrer sanções, opta pela abstenção (que, do ponto de vista da aprovação da reforma, tem o mesmo efeito que o voto contrário): Chico Alencar, Ivan Valente, João Alfredo, Maninha, Mauro Passos, Orlando Fantazzini, Paulo Rubem Santiago e Walter Pinheiro.

13 e 14 de dezembro de 2003.

Reunião do Diretório Nacional do PT decide, apesar dos protestos de importantes líderes partidários e intelectuais de esquerda, expulsar Babá, Heloísa Helena, João Fontes e Luciana Genro do partido. Indignados/as com a expulsão e conscientes da falência do PT como projeto transformador, centenas de militantes também se consideram expulsos/as e abandonam as fileiras petistas.

19 de janeiro de 2004.

Reunião de lançamento da “Esquerda Socialista e Democrática – Movimento por um Novo Partido”. Participam de tal reunião setores egressos do PT e de outras experiências políticas que vinham discutindo a necessidade de construir um novo partido socialista no Brasil. É escolhida uma comissão responsável por formular um cronograma de plenárias estaduais e tomar outras iniciativas para a estruturação do partido.

5 e 6 de junho de 2004.

I Encontro Nacional do novo partido. O evento conta com a presença de mais de 750 pessoas, de 22 estados. Por votação em plenário, é escolhido o nome Partido Socialismo e Liberdade (PSOL). O encontro aprova ainda a Executiva Nacional, o Diretório Nacional, o programa e o estatuto, todos provisórios. Além disso, deflagra  a campanha de coleta das 438 mil assinaturas necessárias para a legalização definitiva da agremiação junto à Justiça Eleitoral.

6 de junho de 2005.

Estoura o escândalo do mensalão, agravando a crise do PT. Descontentes  com os rumos do partido, diversos/as parlamentares e militantes históricos abandonam a agremiação.

15 de setembro de 2005.

O PSOL consegue o registro definitivo na Justiça Eleitoral. Fica com o número 50.

29 de setembro de 2005.

Ato no Congresso Nacional celebra a entrada no PSOL de diversos parlamentares e centenas de militantes oriundos do PT. O PSOL passa a ter 7 deputados/as federais e 2 senadores/as.

26, 27 e 28 de maio de 2006.

I Conferência Nacional Eleitoral do PSOL. Nela, é oficializada a candidatura de Heloísa Helena à presidência da República e aprovada a constituição da Frente de Esquerda – coligação eleitoral com o PSTU e o PCB.

1º de outubro de 2006.

O PSOL disputa sua primeira eleição. Heloísa Helena fica em terceiro lugar, com 6,5 milhões de votos (6,85% do total). O partido elege três deputados/as federais e três deputados estaduais. Lula é reeleito.

7, 8, 9 e 10 de junho de 2007.

I Congresso Nacional do PSOL. É aprovada, entre outras resoluções, a defesa da legalização do aborto.

29 e 30 de março de 2008.

II Conferência Nacional Eleitoral do PSOL.

5 de outubro de 2008.

O PSOL elege 25 vereadores/as nas eleições municipais.

21, 22 e 23 de agosto de 2009.

II Congresso Nacional do PSOL.

10 e 11 de abril de 2010.

III Conferência Nacional Eleitoral do PSOL. Nela, é oficializada a candidatura de Plínio de Arruda Sampaio à presidência da República.

3 de outubro de 2010.

O PSOL disputa sua segunda eleição presidencial. Plínio de Arruda Sampaio, candidato do partido, fica em quarto lugar, com 886.816 votos (0,87% dos votos válidos). O partido elege três deputados federais, um senador e quatro deputados/as estaduais. Dilma (PT) é eleita Presidente da República.

2, 3 e 4 de dezembro de 2011.

III Congresso Nacional do PSOL.

7 de outubro de 2012.

O PSOL elege, no primeiro turno, seu primeiro prefeito, Gelsimar Gonzaga, em Itaocara/RJ. Além disso, elege 49 vereadores.

28 de outubro de 2012.

O PSOL elege seu segundo prefeito, Clécio Luís, em Macapá, capital do Amapá.