Direitos humanos não se negocia

No dia 10 dezembro é celebrado o Dia Internacional dos Direitos Humanos. Mais do que nunca, é preciso lembrar que esta não é uma bandeira política exclusiva da esquerda. Trata-se de uma conquista universal, que deve ser resguardada por todos.

Infelizmente, a ascensão ao poder de governantes que tentam desqualificar os direitos humanos já reflete em mais sangue derramado. As mortes praticadas pela polícia do Rio de Janeiro cresceram 127% em quatro anos.

De de janeiro a agosto deste ano, 1.249 pessoas foram vítimas do chamado “auto de resistência”, quando há agentes do Estado envolvidos nas mortes.

No Rio de Janeiro, 30% dos homicídios do estado foram praticados pela polícia; na capital, a proporção é de mais de 40%.

Também não podemos esquecer das crianças que perderam a vida por conta de uma insana ofensiva bélica do Estado contra as regiões mais pobres da cidade.

As mortes de Jenifer Cilene Gomes, 11 anos, Kauan Peixoto, 12 anos, Kauan Rozário, 11 anos, Kauê Ribeiro dos Santos, 12 anos, e Ágatha Félix, 8 anos deixaram o Rio de luto.

Somos um mandato municipal e acreditamos que esta luta também é nossa. A diminuição dos direitos humanos, na verdade, é a diminuição da nossa própria humanidade.