14M: Marielle e Anderson presentes hoje e sempre!

Desde 2018, o dia 14 de março se transformou em um dia de luta. Na data, nossos companheiros Marielle Franco e Anderson Gomes foram brutalmente assassinados, quando voltavam de um evento na Lapa. Marielle foi atingida por quatro tiros na cabeça e Anderson, por três tiros nas costas. Até hoje a polícia não descobriu quem mandou matar Marielle e nem a motivação do crime.

Dois ex-PMs foram presos acusados de participação na execução, um deles era vizinho do atual presidente Jair Bolsonaro.

Desde então vimos pelo país e pelo mundo muita luta e solidariedade, mas também notícias falsas e intrigas.

O atual governador do Rio, à época candidato Wilson Witzel, participou de evento onde dois dos seus colegas de palanque arrancaram e quebraram a placa em homenagem à vereadora. A placa de rua quebrada foi exibida como troféu e os vândalos vangloriaram-se do ato em entrevistas posteriores.

O atual ministro da justiça, Sergio Moro, mesmo com a divergência da família de Marielle, articula para a Federalização das investigações.

MARIELLE É GIGANTE

As forças contrárias são muitas, mas Marielle é gigante e os que pensaram que a morte dela iria calar suas lutas estavam enganados.

O assassinato de Marielle e Anderson pode depender de muitas respostas ainda, mas o mundo está de olho. Um ano após o assassinato, 18 murais espalhados em oito países exibiam grafites sobre Marielle. Em Paris, um jardim em homenagem a ela foi erguido. O espaço fica junto à Gare de L’Est, uma das principais estações de trem da cidade e conta com cerca de 70 árvores, em 2,6 mil m².

Aqui no Brasil, desde 2018, a população em diferentes estados vai às ruas, no dia 14 de março protestar contra as mortes, cobrar a elucidação do crime e homenagear a nossa companheira.

Este ano não será diferente. No próximo 14 de março, sábado, o Instituto Marielle programou diversas atividades. Confira a programação completa em https://www.institutomariellefranco.org/

Participe e doe para que este espaço continue. São 2 anos sem respostas, mas não deixaremos de cobrar justiça!