O Genocida

O genocida é cínico.

Ele não diz “que se danem os pobres, os trabalhadores que morrerem eu substituo depois. O que importa é garantir meus lucros”.

Prefere dizer que “a economia não pode parar senão as pessoas vão morrer de fome!”

Também não diz: “quero mais é que os pobres se explodam, vou pressionar o Estado para garantir meu ganho”.

Prefere disfarçar dizendo: “se minha empresa quebrar, coitados dos trabalhadores que ficarão desempregados”.

O genocida é tão cínico que se apresenta como o defensor dos mais vulneráveis e aponta um caminho pelo qual os mais vulneráveis serão as maiores vítimas.

Diante do trabalhador que precisa ganhar seu sustento todos os dias em trabalhos precarizados ou informais, ele não procura uma solução para matar aquela fome e garantir o direito ao isolamento.

Não, ele convoca o cidadão a participar da luta contra a paralisação da economia. Manipula a vulnerabilidade contra os vulneráveis.

Neste momento o povo precisa ter direito ao isolamento, ao tratamento e a sobrevivência.

O genocida quer que o povo siga a vida com normalidade. Mesmo sabendo que isso provocaria milhões de mortes.

O genocida sabe que a economia já quebrou e que muito desemprego virá. E aposta que no futuro, depois de garantir o máximo para si e substituir os trabalhadores mortos, ainda poderá dizer: “estão vendo, essa crise é culpa daqueles comunistas que pararam o Brasil por causa de uma gripezinha”.

O genocida é cínico hoje, já construindo o cinismo de amanhã. O genocida não quer parar de lucrar hoje, já pensando no lucro de amanhã.

Que se foda o genocida!