Comitê Popular de Crise na cidade do Rio

A pandemia do novo coronavírus segue violenta no Brasil. Passamos de 1 milhão de casos e mais de 55 mil mortes. Chegamos ao segundo lugar no ranking dos países mais afetados pela Covid-19, ficando atrás apenas dos EUA. Na cidade do Rio de Janeiro, são mais 862 casos registrados apenas nas últimas 24 horas e 6 mil pessoas foram vítimas fatais da doença.

Enquanto os contágios e mortes crescem de forma vertiginosa, os governos federal, estadual e municipal seguem com o seu plano genocida de flexibilização do distanciamento social. O prefeito do Rio Marcelo Crivella chegou ao cúmulo de querer reabrir as escolas logo no início de julho, sem qualquer protocolo de segurança, e somente recuou porque houve muita resistência de profissionais da educação, sindicatos, movimentos e de toda a comunidade escolar.

O Rio corre o risco de uma explosão de casos de Covid-19 nas próximas semanas. Podemos viver um colapso como nunca vimos. Por isso, coletivos de favela, campanhas de solidariedade, organizações de juventude, movimentos populares, entidades da sociedade civil, institutos de pesquisa e partidos políticos se uniram, em prol da vida, na construção de uma frente única para enfrentar os desafios colocados pela crise sanitária e econômica que a cidade do Rio de Janeiro enfrenta e lançaram no dia 19 de junho o Comitê Popular de Crise (CPC), que tem como principal objetivo aglutinar as diversas iniciativas populares para trocar experiências, socializar informações e organizar um plano de ação comum.

Mais 160 coletivos já fazem parte do Comitê, que no dia 8 de julho, às 18 horas, vai realizar uma plenária virtual. Leia o manifesto, saiba mais sobre a organização do Comitê e faça parte: https://bit.ly/CPCrio

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