Campanha Internacional em Defesa do Gari Bruno da Rosa

O nosso camarada Bruno da Rosa foi punido por denunciar as condições insalubres que as trabalhadoras e os trabalhadores da Comlurb enfrentam diariamente para garantir a limpeza da cidade durante a pandemia.

Bruno foi suspenso por 5 dias, porque falou a verdade e exigiu medidas de proteção à vida dos garis, como EPIs adequados, testagem e um protocolo de afastamento para quem apresente sintomas gripais.

Por isso, estamos juntos na Campanha Internacional em Defesa do Gari Bruno da Rosa e pela retirada da injusta punição aplicada pela empresa. Diversas entidades, movimentos sociais, parlamentares, lideranças políticas, sindicais e estudantis já assinaram. Assine você também e ajude a divulgar a campanha! A adesão à Campanha pode ser feita através dos endereços eletrônicos cstpsol@gmail.com e combatesocialista@gmail.com.

Confira quem já assinou!

Leia o documento:

Não à perseguição e ao autoritarismo na COMLURB

Solidariedade ao companheiro Bruno da Rosa

Recentemente, a divulgação de um vídeo com a fala do gari Bruno da Rosa, membro da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes em seu local de trabalho, teve enorme repercussão na categoria, nas redes sociais e na imprensa.

Como resposta, o companheiro Bruno da Rosa foi suspenso por 5 dias, justamente porque falou a verdade sobre as condições da categoria e exigiu medidas de proteção à vida dos garis, como EPIs adequados, testagem e um protocolo de afastamento aqueles que apresentam sintomas gripais. Desde que liderou a greve da categoria em 2014, Bruno vem sendo perseguido, com transferências e até mesmo uma demissão arbitrária revertida após uma ano de muita luta.

Durante a pandemia, só após surgir denúncias espontâneas dos garis, foi providenciado o mínimo como água, sabão e álcool em gel nos locais de trabalho. Com o crescimento das denúncias e o caso de morte por covid-19 de um gari idoso que ainda estava trabalhando, a COMLURB teve que acatar parte das reivindicações da categoria.

Ao mesmo tempo em que cedia em parte das reivindicações, a COMLURB punia cada trabalhador que expunha os problemas das gerências, sempre afirmando que se tratava de mentiras, mesmo com ampla prova, vídeos, fotos e matérias na imprensa mostrando a situação real dos garis em meio a pandemia.

Nas últimas semanas a COMLURB retirou as escalas de revezamento da pandemia na varredura além de ter congelado o salário e ter suspendido as férias até o final do ano, coincidindo com a política da Prefeitura de flexibilizar todas as medidas de isolamento social e aplicar ajustes contra os servidores do município. Ao mesmo tempo em que segue massacrado os trabalhadores da coleta, setor essencial para a limpeza da cidade.

Ao contrário de punir quem reivindica, O presidente da COMLURB deveria chamar uma reunião com representantes dos trabalhadores para ouvir suas demandas e valorizar essa categoria.
Por esses motivos, nos solidarizamos a todos os companheiros perseguidos por defender seus direitos na COMLURB e exigimos da direção da companhia e da prefeitura do Rio de Janeiro, a imediata retirada da punição ARBITRÁRIA dada ao GARI Bruno da Rosa.