Água não é mercadoria. Lute contra a privatização da CEDAE

A estratégia dos interessados na privatização da CEDAE é clara: sucatear ao máximo a empresa para alegar que o serviço oferecido é precário e, desta forma, justificar a necessidade de privatização.

Ao comentar sobre o assunto, Renato Cinco relembrou de outras estatais que sofreram com o sucateamento antes de serem oferecidas em um balcão de negócios. Um ataque ao patrimônio do povo brasileiro que ficou ainda mais ameaçado com a política entreguista de Bolsonaro e Paulo Guedes.

“O interesse do capital deixou de ser que o Estado invista na infraestrutura para ele poder operar e passou a ser que o Estado venda para ele, a preço de banana, a infraestrutura construída nas décadas anteriores. É desse processo que se trata a privatização,” lamentou Cinco.

Veja a íntegra do discurso:

Na crise financeira enfrentada pelo governo estadual, a CEDAE virou moeda de troca no plano de recuperação fiscal assinado durante a gestão Pezão. Nosso mandato está na luta contra essa privatização desde o momento que essa proposta surgiu nos bastidores da política. Água não é vida e não mercadoria.

Dados divulgados pelo Sindicato dos Trabalhadores nas Empresas de Saneamento Básico e Meio Ambiente do Rio de Janeiro e Região (SINTSAMA-RJ) revelam a gravidade que a venda da CEDAE pode representar. Embora a empresa valha entre R$ 10 e R$ 14 bilhões, a negociação prevê o pagamento de apenas R$ 4 bi. Somente a receita da empresa em 2015 foi de R$ 4,47 bilhões.

Seguimos na luta em defesa deste importante patrimônio do estado do Rio Janeiro. A distribuição de água não pode ser tratada como um ativo econômico que vai gerar rendimentos para acionistas. E em tempos de pandemia é muito importante lembrar que não podemos deixar que a água seja tratada como mercadoria.

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