Renato Cinco denunciou abertura de escolas

A política genocida de Crivella e Bolsonaro foi tema do plenário da Câmara Municipal, na última terça (18). O vereador Renato Cinco indignou-se e denunciou a política da prefeitura de abrir as escolas em plena pandemia. “Apesar de não estar tendo aula, vários servidores estão sendo obrigados a se expor desnecessariamente”, protestou Cinco.

O retorno das escolas deu-se a partir da segunda semana de agosto com as equipes gestoras, merendeiras e equipes de limpeza. Essa situação tem colocado em risco a vida de profissionais que são obrigados a se locomover pela cidade que é uma das que tem maior índice de contaminados por milhão, mesmo com toda a subnotificação do sistema de saúde brasileiro e carioca.

Na quarta-feira, uma dessas profissionais veio a óbito e a SME emitiu uma lamentável nota em que se solidarizava pouco com a morte de sua servidora e se preocupava mais em afirmar que ela estava em home office e que não deveríamos “politizar” sua morte.

Independente de não ser verdade que a servidora estava trabalhando em casa, seu falecimento deveria sensibilizar a gestão a perceber que a pandemia continua forte e assim suspender imediatamente todas ações em qualquer escola para evitar novas mortes.

Na sessão, Cinco saudou as categorias de profissionais da educação – tanto da rede privada quanto da pública – por deflagrarem greve em defesa da vida.

Na quarta-feira (19), os sindicatos das duas categorias, junto com outros 56 movimentos sociais, coletivos e entidades, produziram uma grande campanha nas redes sociais distribuindo o material “É luta, escolas fechadas, vidas preservadas!” O mandato ecossocialista libertário Renato Cinco participou ativamente da mobilização.

Cinco concluiu seu discurso lembrando que, segundo resultados da pesquisa do Imperial College London, “se as medidas de isolamento social fossem atendidas, com 75% de isolamento social, nós [no Brasil] teríamos um limite de 44 mil mortes”. Isso implica que quase 60 mil pessoas não foram vítimas da covid-19, mas sim de uma política genocida. Não permitir o retorno das escolas ainda pode salvar muitas vidas.