Normas do STF para operações policiais reduz letalidade

Moradores do Complexo de São Carlos e Rio Comprido viveram uma noite de horror. Ana Cristina da Silva, de 25 anos, estava indo com o filho para o bar onde trabalhava, quando ficou no meio do tiroteio. No momento dos disparos, ela se curvou sobre o filho de 3 anos para protegê-lo e acabou sendo atingida por tiros de fuzil na cabeça e na barriga.

Em meio a mais uma tragédia surgem ataques ao Supremo Tribunal Federal (STF) pela recente decisão de estabelecer normas para as operações policiais. Renato Cinco atacou a hipocrisia deste discurso, lembrando a morte de pessoas sem relação com os conflitos é algo tragicamente rotineiro nas incursões policiais em favelas.

Em diversas ocasiões Renato Cinco usou a tribuna da Câmara para lamentar as mortes, inclusive de crianças, que ocorreram durante operações. O banho de sangue que costuma ocorrer nas incursões policiais provoca tristeza de quem perde alguém próximo, mas é incapaz de abalar a estrutura do narcotráfico que a polícia alega estar combatendo.

Matar nunca resolveu! Cinco apresentou dados que apontam para queda na letalidade policial acompanhada da redução na ocorrência de outros crimes. As mortes provocadas por agentes de segurança passaram de 129 em maio para 34 em junho.

“Se a gente analisar os índices de violência da cidade nesse período, vamos ver que vários tiveram redução, fazendo com que a gente tenha realmente que refletir sobre qual é o real resultado das operações policiais que vinham acontecendo na nossa cidade”, comentou Cinco.

Veja a íntegra do discurso