Bancada da prefeitura se opõe a ajudar trabalhadores do turismo

A Covid-19 causou uma crise estrutural na indústria do turismo e o elo que mais a sentiu, como era de se esperar, foi o dos trabalhadores. A Câmara Municipal precisou encarar esse debate na sessão mista do dia 27 de agosto e a bancada do governo de Crivella foi contrária a auxiliar os trabalhadores da categoria.

O Mandato Ecossocialista e Libertário Renato Cinco politizou o debate e demonstrou que há dinheiro para cumprir a obrigação de auxiliar tanto a população quanto os trabalhadores do setor. “O que há na verdade é uma decisão política sobre orçamento” disse o vereador e acrescentou: “O Rio de Janeiro vem custeando o benefício aos bancos, este ano serão transferidos mais de R$ 2 bilhões a título da dívida pública”.

A cidade possui alguns bilionários e multibilionários que poderiam pagar maiores alíquotas de IPTU como foi proposto pela bancada do PSOL na Câmara mas que teve forte oposição da bancada governista. O vereador ainda lembrou das dívidas ativas dos bancos que foram anistiadas algumas vezes pela prefeitura, muito embora eles tenham fechado os balanços com alto lucro nos últimos anos.

Cinco terminou recordando que grande parte do ônus que os trabalhadores do turismo estão sofrendo é responsabilidade da prefeitura. Ao não distribuir cestas básicas de forma constante para os estudantes da rede e não pagar a renda carioca aprovada na Câmara, a prefeitura impossibilitou o isolamento social necessário para atravessarmos a crise pandêmica. E a flexibilização antes do tempo tornou nossa curva de mortes e contágios crescente de novo. As ações irresponsáveis da prefeitura retirou a cidade da rota turística no mundo e no país.

Continuamos na luta pelos trabalhadores do setor. O PL 1886 de 2020 teve sua primeira discussão, ainda há muita luta pela frente.

Veja a íntegra do discurso: