Uso medicinal da maconha avança no Brasil

Com um inaceitável atraso, o estado brasileiro finalmente permitiu que um cidadão tenha acesso ao tratamento médico feito com um derivado da maconha. Uma decisão liminar da justiça de Brasília determinou que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) entregue à família de uma criança com epilepsia um medicamento a base de Canabidiol (CBD). O caso da pequena Anny ficou famoso com o documentário “Ilegal” e com a reportagem exibida no Fantástico, da TV Globo.

Com o uso do medicamento, indicado por um médico brasileiro, Anny, de quatro anos, deixou de sofrer até 80 crises convulsivas por semana.  Mas o custo deste tratamento ainda é elevado. Com uma dose de 1g de óleo por dia (cada ampola tem 10g), a família tem um custo de 4.800 reais por mês só com a importação do CBD. Poderia ser menor se o produto fosse fabricado no Brasil.

É uma vitória, mas ainda é pouco. Precisamos lutar para que qualquer brasileiro tenha esse direito, inclusive com o poder público oferecendo gratuitamente o medicamento, como faz com pacientes de outras doenças graves.

Nosso militância não é apenas para a legalização do CBD medicinal. Afinal, o THC também é um eficiente analgésico, anticonvulsivo e estimulador do apetite. Defendemos a regulamentação do uso medicinal, recreativo, religioso e industrial da cannabis.  Outra disputa importante é contra a indústria farmacêutica e tabagista, interessada no controle deste mercado.

A luta pela legalização da maconha (para uso medicinal, recreativo, religioso ou industrial) cresce a cada dia. Nossa vitória não será por acidente!