Participe da Marcha da Maconha do Rio de Janeiro

A Marcha da Maconha é, há anos, uma das maiores manifestações políticas do Rio de Janeiro. A Marcha deste ano já tem data marcada: será no dia 10 de maio (sábado), com concentração às 14h, no Jardim de Alah, em Ipanema.

No último período, ocorreram alguns avanços importantes na luta pela legalização da maconha no Uruguai e nos Estados Unidos. No Brasil, o poder público tem dado sinais, a partir da repercussão do caso Anny (criança de 5 anos que teve uma radical redução nas crises de epilepsia após iniciar um tratamento com o canabidiol), de que vai finalmente reconhecer o uso medicinal da erva.

Entretanto, a política de drogas praticada em nosso país continua a ser baseada no confronto, servindo de pretexto para a criminalização da pobreza e a militarização de comunidades. Na lamentável guerra às drogas, assistimos aos assassinatos do pedreiro Amarildo de Souza, do dançarino Douglas da Silva (DG) e de muitos outros moradores de favelas e de periferias.

Nos casos de Amarildo e de DG, um dado chama atenção: a tentativa de estabelecer uma associação destes com o tráfico de drogas, o que justificaria o assassinato. Pela lógica proibicionista, o indivíduo que participa do varejo de drogas tem o direito à vida cassado e pode ser punido com a pena de morte.

Para combater o tráfico, é adotada uma forte militarização de comunidades, que resulta numa série de abusos (como os mandatos de busca coletivos) e constrangimentos aos moradores. Fora do Brasil, alguns países já reconheceram o fracasso absoluto do proibicionismo. Afinal, o uso de drogas não foi reduzido, as quadrilhas se fortaleceram e as mortes na guerra contra o narcotráfico superam (e muito) as mortes por overdose.

É contra esta política perversa que a Marcha da Maconha vai ocupar mais uma vez a orla de Ipanema. A legalização é uma ação em defesa da vida. Participe e convide familiares e amigos!

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