Educação: acordos não cumpridos podem provocar nova greve

No dia 7 de Maio (quarta-feira) acontecerá, às 14h, uma assembleia unificada dos profissionais de educação das redes municipais e da rede estadual. O evento ocorrerá no Clube Municipal, na Tijuca. Na oportunidade, será discutida a realização de uma paralisação da categoria em defesa da educação pública, gratuita, laica e de qualidade.

As mazelas que atingem a rede municipal do Rio de Janeiro estão também presentes nas demais redes. São uma consequência da política neoliberal aplicada pelos governantes, que visa o lucro através de privatizações, de terceirizações e da lógica meritocrática. Hoje, os educadores estão fatigados, com salários defasados, e sujeitos a péssimas condições de trabalho. Todas essas questões – aliadas, no caso dos profissionais do Rio, ao descontentamento com o plano de carreira aprovado em 2013 e com os acordos não cumpridos pela Prefeitura – colocam na ordem do dia a necessidade de uma paralisação abrangente e massiva.

O STF estipulou um prazo de três meses para que a Secretaria Municipal de Educação e a Secretaria Estadual de Educação estudassem, junto com o SEPE e representantes da base, como implementar o 1/3 para o planejamento extraclasse. Até hoje não houve uma resposta oficial sobre o assunto. Também é desconhecido qualquer estudo orçamentário para que a implementação ocorra ainda neste ano.

As principais reivindicações são: o Plano de Carreira Unificado; 20% de aumento, com paridade; aplicação da lei de 1/3 de planejamento extraclasse; contra o repasse das verbas públicas para empresas, bancos, organizações sociais e fundações; 30 horas para funcionários; e reconhecimento do cargo de cozinheira.