Educadores entrarão em greve a partir de segunda-feira

Mais de mil profissionais de educação participaram da assembleia da categoria, na tarde da última quarta-feira (07). No encontro, foi aprovada uma greve unificada entre os profissionais do Estado e do Município, a partir da próxima segunda-feira (12). O vereador Renato Cinco acompanhou a atividade.

Os profissionais decidiram retomar a greve, pois a prefeitura do Rio descumpriu quase todos os acordos firmados na reunião no Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília, realizada no final do ano passado. O STF estipulou um prazo de três meses para que a Secretaria Municipal de Educação e a Secretaria Estadual de Educação estudassem, junto com o SEPE e representantes da base, como implementar o 1/3 da jornada de trabalho para o planejamento extraclasse. Até hoje não houve uma resposta oficial sobre o assunto.

Os educadores são vítimas diretas da política neoliberal aplicada pelos governos. Escolas públicas, que deveriam ter como objetivo o ensino gratuito e de qualidade, estão tendo os serviços privatizados e terceirizados. A lógica meritocrática está sendo covardemente utilizada. Os educadores estão fatigados, com salários defasados e sujeitos a péssimas condições de trabalho.

As principais reivindicações da categoria são: o Plano de Carreira Unificado; 20% de aumento, com paridade; aplicação da lei de 1/3 de planejamento extraclasse; contra o repasse das verbas públicas para empresas, bancos, organizações sociais e fundações; 30 horas para funcionários; e reconhecimento do cargo de cozinheira.

A próxima assembleia já está marcada para o dia 15 deste mês. O encontro será realizado, às 10h, no Clube Municipal. Na parte da tarde, o grupo participará do ato “Copa pra quem?”.

Veja, no vídeo abaixo, a fala de Renato Cinco sobre as greves dos profissionais de educação e dos rodoviários.