Rodoviários param o Rio mais uma vez

rodoPela terceira vez, os rodoviários do Rio de Janeiro decidiram parar no mês de maio. A adesão não foi tão grande, mas o movimento encorajou profissionais de outras cidades a reivindicarem melhores salários e condições de trabalho.

No Rio, as regiões mais atingidas foram as zonas norte e oeste, onde muitos ônibus não circularam.

O movimento começou após um grupo dissidente discordar dos acordos feitos, à revelia da categoria, entre a direção do Sindicato dos Rodoviários e a Rio Ônibus. A maioria dos rodoviários só tomou conhecimento das negociatas quando recebeu o contracheque.

Entre as reivindicações dos grevistas estão: o reajuste salarial de 40%; a correção do tíquete alimentação para 400 reais por mês; e o fim da dupla função (quando o motorista exerce também o papel de cobrador).

Os empresários de ônibus, por sua vez, seguem criminalizando o movimento e questionam na Justiça do Trabalho a legalidade da greve. No último dia 13, o plantão judiciário proibiu quatro líderes da dissidência de participar de qualquer ato da categoria.

No início de fevereiro, o valor da passagem de ônibus no Rio de Janeiro subiu de R$ 2,75 para
R$ 3,00. A paralisação demonstra que o reajuste não foi significativamente repassado aos trabalhadores. Além disso, este é o segundo movimento grevista, neste ano, que passa por cima de direções sindicais pelegas, como foi o caso dos garis. Infelizmente, a maioria dos sindicatos não representa mais suas bases, contando com direções ligadas aos governos e aos patrões.