Governo de São Paulo faz terrorismo jurídico com metroviários

Na última segunda-feira (09), os metroviários paulistanos decidiram voltar às atividades depois que a Justiça do Trabalho declarou ilegal a greve da categoria e estipulou multas diárias que, se somadas, ultrapassam R$ 3 milhões. O TRT determinou ainda o bloqueio de 400 mil reais do Sindicado dos Engenheiros, valor referente a quatro dias de protesto.

metroviarios

Para completar a operação de asfixia à greve, o governador de São Paulo, Geraldo Alckimin, (PSDB) demitiu 42 metroviários, alegando que os mesmos participaram de atos de vandalismo. O grupo nega e a categoria ameaça parar as atividades mais uma vez caso as demissões não sejam anuladas.

Foram 5 dias de paralisação, causando um nó no trânsito já caótico de São Paulo. O governo, ao invés de negociar com a categoria e concordar com a liberação das catracas enquanto perdurasse o impasse, algo que evitaria transtornos à população, reagiu de forma violenta e impediu o funcionamento gratuito do metrô. Os metroviários paulistas pedem um reajuste de 12,2%, mas a empresa oferece apenas 8,7% de acréscimo nos salários, percentual já aceito pela justiça.

Uma nova assembleia foi marcada para o final da tarde desta quarta-feira (11). Até o fechamento deste boletim, não haviam informações sobre a continuidade ou não da greve.

Em discurso no plenário, o vereador Renato Cinco (PSOL) criticou a criminalização da greve e dos movimento socias, que está se ampliando com a chegada da Copa do Mundo. Além disso, o parlamentar divulgou, nas redes sociais, fotos suas com mensagens em apoio à luta dos metroviários.

No Rio, os metroviários entraram em estado de greve, mas, na tarde de terça-feira (10), aceitaram a proposta do Metrô Rio.