Intransigência do governo marca greve da educação

A greve unificada da educação completará um mês na quinta-feira (12), dia da abertura da Copa do Mundo. A greve está sendo marcada pela intransigência dos governos, que não querem negociar.

Na última audiência, ficou estabelecido que o SEPE entregaria à Secretaria de Educação um documento com uma proposta orçamentária, que justificasse as reivindicações do sindicato.

Com a intenção de ajudar na formulação de taltexto, o gabinete do vereador Renato Cinco (PSOL) colocou à disposição do SEPE todo material orçamentário em sua posse. Embora esta fosse uma tarefa da própria Secretaria, representantes do SEPE, do DIEESE e do mandato esforçaram-se na análise dos dados e na preparação do documento. O estudo concluiu que basta a prefeitura usar integralmente os 25% do orçamento com a educação, como exigido por lei, para conceder o reajuste de 20% e implantar o 1/3 de planejamento docente, duas das principais exigências da categoria.

Foram identificadas várias manobras políticas utilizadas pela prefeitura, como os gastos com os inativos da educação no cálculo dos 25% para manutenção e desenvolvimento do ensino. Esta irregularidade foi apontada pelo próprio Tribunal de Contas do Município.

No dia 10 de junho, indignado com a violação dos direitos dos profissionais de educação, Renato Cinco declarou, no plenário da Câmara Municipal:

“Se o Governo do Rio de Janeiro aplicar os 25% do orçamento para a educação este ano, tem mais do que dinheiro suficiente para atender a demanda dos profissionais de educação. (…) o Tribunal do Rio de Janeiro, dito de justiça, chamado por alguns de justiça, tem que parar com esse negócio de criminalizar os movimentos grevistas e fazer a sua parte: obrigar o governo municipal a gastar os 25% previstos na Constituição.”

Na quinta-feira (12), os educadores das duas redes se unirão a outros movimentos sociais para o ato “Copa Na Rua”. Na sexta-feira (13), às 14h, no Clube Municipal, acontecerá a próxima assembleia da categoria.