Profissionais de educação são perseguidos pela prefeitura

No dia seguinte à abertura da Copa do Mundo, foi publicado, no Diário Oficial do Município, que 51 professores foram considerados não aptos no estágio probatório da rede municipal de ensino.

Causou estranheza o grande número de não aptos. Além disso, chamou atenção o momento em que tal lista foi apresentada: durante a greve dos profissionais de educação. Parte significativa dos atingidos esteve na greve de 2013 e na atual, de 2014. Para piorar, foram verificadas arbitrariedades ainda maiores: professoras grávidas foram incluídas na lista. Em paralelo, explodem inquéritos administrativos por toda a rede estadual. No início, foram 146. Hoje, são mais de 300 processos.

Muitas greves estão sendo consideradas ilegais. Qual o motivo? Servidores públicos correm o risco de serem demitidos.

“A Copa não é para os 51 profissionais de educação do município e nem para os 146 da rede estadual.” O vereador Renato Cinco (PSOL) abriu o debate “Copa pra Quem?” com essas palavras. Estarrecido com a truculência dos governantes, Cinco participou de um ato na porta da prefeitura, na segunda (16), e se colocou à disposição dos profissionais de educação, repudiando a negligência com a qual a prefeitura e o governo do estado vêm tratando seus educadores.