Liberdade para os presos da Copa

No domingo (13), antes da bola rolar no Maracanã, o último ato “Nossa Copa é na Rua” passou pelas ruas da Tijuca. A manifestação ganhou uma importância maior após prisão arbitrária de 19 manifestantes (26 mandatos de prisão temporária foram expedidos), que supostamente participariam de atos violentos durante a final da Copa.

Violando todos os princípios democráticos, a polícia do Rio de Janeiro e o poder judiciário retomaram práticas da época da ditadura, com o claro intuito intimidar e cercear as vozes dissonantes.

O protesto “Nossa Copa é na Rua”, que começou na Afonso Pena e terminou na Saens Peña, foi acompanhado por um exagerada força policial, mas terminou sem conflitos. Entretanto, o ato “A festa nos estádios não vale as lágrimas nas favelas”, realizado à tarde, foi marcado por mais um episódio de abuso das forças de segurança.

Além da repressão com chuvas de bombas de gás, a PM cercou a praça Saens Peña, impedindo que centenas de manifestantes, jornalistas e advogados deixassem o local até o término do jogo no Maracanã. Um completo absurdo.

Agora, é preciso lutar pela libertação dos presos políticos e pela garantia do direito de livre manifest