Cineasta Emílio Domingos recebe a medalha Pedro Ernesto

O salão nobre do IFCS foi o palco para uma homenagem ao cineasta e cientista social Emílio Domingos. Através de uma iniciativa do vereador Renato Cinco, ele recebeu a medalha Pedro Ernesto. Além de Emílio e Renato, a mesa foi formada pelo cineasta Simplício Neto; pelo professor Fred Coelho; e pelo músico Bnegão. No final, dançarinos do passinho deram um toque cultural na cerimônia.

Cinco destacou que a entrega da medalha para Emílio faz parte da disputa política da cidade e explicou o porquê da cerimônia ser realizada fora das dependência da Câmara Municipal. “Essa cerimônia poderia acontecer no plenário da Câmara Municipal, mas ela está acontecendo no IFCS, que é um lugar muito importante para as pessoas que fazem parte da mesa e para a história da cidade.”

Emílio trabalha desde 1997 com Antropologia Visual, principalmente na área de cultura urbana. Produziu seus filmes de forma independente, dando visibilidade aos jovens e a sua produção cultural. Entre suas obras estão o documentário “L.A.P.A” (2008), sobre o hip-hop carioca, e “A Batalha do Passinho”, que foi vencedor da “Mostra Novos Rumos” no Festival do Rio.

“Queria agradecer a todos os personagens que participaram dos filmes e dizer que esses trabalhos são resultado de um olhar coletivo de todos que ajudam a construir os projetos. Também agradeço à cidade do Rio de Janeiro por ser um lugar com tantas coisas para registrar”, destacou o homenageado da noite.

Simplício Neto preparou um carta e lembrou de trabalhos que fez com Emílio. “Ele nos ensinou que não se deve desistir, parar ou esperar reconhecimento: deve se fazer! É um amigo mestre”, destacou Simplício.

O professor Fred Coelho fez um discurso destacando a amizade e parceria de longa data com Emílio Domingos. “Foi através dele e de outros que estão nessa homenagem que criei muitas de minhas referências. É como falar de parte de você mesmo, de uma pessoa que se tornou seu amigo e irmão, que dividiu momentos engraçados, criativos, duros e tristes.”

O músico BNegão destacou a atuação de Emílio e de outros parceiros na organização de eventos. “A Festa Funk tinha uma diferença por ser um evento que você saia sabendo mais sobre música, o que é uma raridade até hoje.”