Em defesa do uso medicinal da maconha

A repercussão do caso Anny (criança de 5 anos que teve uma radical redução nas crises de epilepsia após iniciar um tratamento com o canabidiol) tornou público o drama de muitas famílias que podem ser beneficiadas pelo uso medicinal da maconha. Para promover esta discussão tão ofuscada pelo proibicionismo, a militância canábica organizou, na última quinta-feira (27), o “Dia Nacional da Maconha Medicinal” em várias cidades do país.

No Rio de Janeiro, foi realizado um ato com debate, música, cinema e política na Cinelândia, às 16h20. A chuva fina que caiu durante o protesto não desanimou os manifestantes, que atraíram a atenção de quem passava pela Cinelândia. Muitos procuravam informações sobre como a maconha pode ajudar no tratamento de vários doenças.

Os manifestantes também caminharam até a sede da  ANVISA, no Rio de Janeiro. O órgão sanitário é responsável por liberar a entrada de medicamento feito com maconha em solo nacional.

Mães e pais brasileiros que buscam a maconha medicinal estão enfrentando o preconceito e o risco de sofrer punições, hoje previstas para o tráfico de drogas, ao importar um medicamento. Neste contexto, a legalização da maconha torna-se uma política ainda mais necessária por ser uma verdadeira ação em defesa da vida.