Escola não é fábrica! Educação não é mercadoria!

b5No último sábado (05), educadores se reuniram na Associação Brasileira de Imprensa (ABI) para debater o Plano Nacional de Educação (PNE). Os palestrantes demonstraram como a política do governo para mercantilizar a educação tem dado “certo” no Brasil. No seminário, organizado pelo SEPE, foram levantadas preocupações em relação ao texto do PNE, que ganhará uma versão estadual, e quanto à aplicação dos 10% do PIB para a educação.

Coincidentemente, ou não, a Secretaria Municipal de Educação (SME) lançou uma propaganda no jornal de domingo, que repercutiu nas redes sociais. A peça publicitária mostrava uma linha de montagem com a seguinte frase: “Nossa linha de produção é simples: construímos escolas, formamos cidadãos e criamos futuros”. A propaganda fazia referência ao programa “Fábrica de escolas do amanhã”, da prefeitura. A “Fábrica” promete construir 136 escolas, ao custo total de 1,8 bilhão – mais uma grande oportunidade para as empreiteras!

Nesta propaganda está bem explícita a concepção de educação da SME, que busca treinar estudantes em massa para atender às metas das avaliações externas. Tal concepção  retira a autonomia e aliena os educadores, através da burocratização e precarização do trabalho.

Defendemos a valorização dos profissionais de educação, através de um plano de cargos, carreira e remuneração que represente a realidade da categoria. Queremos a construção de novas escolas, mas também a ampliação dos investimentos nas unidades já existentes. As diferenças devem ser respeitadas, pois as crianças não podem ser consideradas como produtos. Como bem lembrou o filme “The Wall”, baseado no álbum homônimo da banda “Pink Floyd”,  “Nós não precisamos de educação fordista”!