Quanto falta para o Rio ter uma educação de qualidade?

A nossa assessoria fez uma tabela curiosa e reveladora. Comparou os gastos realizados pelo governo municipal na educação e o valor aplicado pelo governo federal no Colégio Pedro II. Os dados são significativos: para que o município do Rio alcance a mesma excelência do Pedro II, seriam necessários mais R$ 11 bilhões injetados na educação, ou seja, um aumento de 215% nos gastos da Secretaria Municipal de Educação.

O gasto por aluno no CP II é três vezes maior do que na rede municipal. Um claro indicativo da importância que Eduardo Paes dá aos nossos estudantes.

Vale a reflexão: além dos valores, quais fatores são determinantes para a discrepância nas duas redes de ensino?

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Uma das respostas está na valorização profissional. O professor necessita de acompanhamento e reciclagem constantes. Um profissional mais preparado melhora a qualidade do serviço. Sendo assim, o investimento no corpo docente – através de licenças com vencimento para cursos de pós-graduação e do auxilio para a participação em palestras, congressos e seminários – é de extrema importância.

Reservar parte do tempo de trabalho para o planejamento de projetos pedagógicos também é fundamental. Entretanto, mesmo tratando-se de uma Lei Federal, o município não cumpre o 1/3 de planejamento. Para tentar resolver este problema, nosso mandato fez uma emenda à Lei Orçamentária Anual (LOA), que garante licenças presenciais. Apresentamos ainda o Projeto de Lei 843/2014, que garante a carga horária mínima destinada ao planejamento docente – uma demanda antiga dos professores da rede municipal.

Além disso, a melhoria da infraestrutura escolar é decisiva. Técnicos do Tribunal de Contas do Município visitaram, em 2013, 195 escolas. Destas, 52 foram consideradas precárias e outras 34 com razoáveis riscos aos alunos e funcionários. Mesmo assim, as escolas continuaram funcionando. Isso sem contar com as unidades próximas a áreas com conflitos violentos, por conta do tráfico ou da milícia.

Lamentavelmente, ao invés de adotar tais medidas, a prefeitura quer que os professores de 40h lecionem disciplinas para as quais não foram formados.  É a chamada polivalência, que acontece no programa “Ginásios Cariocas” – um método comprovadamente ineficaz e prejudicial.

Por outro lado, o governo investe boa parte da insuficiente verba da educação em instituições privadas, como a Fundação Roberto Marinho, a Cultura Inglesa e a Fundação Ayrton Sena.

Deste modo, o futuro de nossos filhos estará comprometido. É preciso um novo rumo!