Trabalhadores do Comperj continuam em greve

Revoltados com as demissões em massa e o constante atraso nos pagamentos e indenizações, trabalhadores do Complexo Petroquímico de Itaboraí entraram em greve. Na semana passada, cerca de 400 operários realizaram uma manifestação em frente à sede da Petrobrás.

A crise no Comperj teve início durante o escândalo de corrupção na Petrobrás. No protesto, os trabalhadores lembravam que não era justo serem prejudicados e perseguidos, enquanto milhões de reais são desviados nos ralos da corrupção.

Sindicalistas e diretores da empresa começaram negociações, mas nenhum acordo foi firmado até o momento. A greve continua.

Além do atraso nos pagamentos, os operários denunciam que vivem em instalações insalubres e que não recebem alimentação. Os demitidos, que vieram de outros estados, não têm dinheiro para voltar às suas terras de origem e estão ameaçados de despejo. De acordo com o Sindipetro-RJ, as demissões estão acontecendo em várias prestadoras de serviços.

Anunciado como o grande empreendimento na Região Metropolitana do Rio, o Complexo Petroquímico de Itaboraí teve o valor inicial das obras de construção dobrado e hoje custa 13 bilhões de reais aos cofres públicos. O empreendimento começou em 2006 e ainda não foi concluído.