Alunos e professores sofrem com o calor nas escolas municipais

Alunos fervem suas mentes nas escolas da rede municipal e não é de conhecimento. O calor insuportável marca o retorno das aulas, após três anos de aprovação da lei da climatização na Câmara dos Vereadores e das últimas greves, que pautaram com prioridade as condições de trabalho. Profissionais e alunos sofrem com a sensação térmica de mais de 40°.

A lei exige que todas as salas sejam climatizadas, com temperatura máxima entre 20 e 23 graus. A realidade é que apenas 1⁄4 das unidades escolares tiveram o ar­condicionado instalado em todas as salas, totalizando 329. Este ano, mais 534 escolas receberam os aparelhos, mas estes ainda não foram instalados por falta de estrutura. Seria necessário, além dos aparelhos, obras na instalação elétrica, que deveriam ser realizadas pela Light, empresa licitada para tal serviço. Muitos erros de instalação foram também denunciados, fazendo com que oserviço fosse realizado mais de uma vez. As primeiras 329 escolas que foram climatizadas também passam por momentos difíceis. Boa parte não recebeu manutenção, chegando ao fim do ano passado com muitos problemas. Ou seja, salas que foram vedadas epreparadas para a instalação são hoje verdadeiras “saunas de aula”.

A política da prefeitura é perversa e, no mínimo, descompromissada com a educação. São mais de 450 mil estudantes e 10 mil professores submetidos a tal condição dentro das salas de aula, que vivem lotadas com mais de trinta e cinco alunos. A climatização se dá de maneira lenta e irresponsável. Além das aulas prejudicadas, muitos professores e alunos passam mal constantemente.

Ao invés de se preocupar com tais condições, o prefeito Eduardo Paes apresentou neste ano uma ação questionando a constitucionalidade da lei 5.498/2012, que determina a climatização de salas de aula e hospitais. Como ainda não houve julgamento, a lei continua em vigor.

Em discurso no plenário da Câmara, Renato Cinco criticou os descontos arbitrários que os profissionais da educação ainda estão sofrendo por conta da greve passada, a limitada e precária climatização das escolas municipais e o corte de verbas das escolas estaduais e das universidades federais, que estão levando tais instituições a adiar o início do ano letivo.