Pela vida das mulheres, legalização do aborto já!

Militantes feministas prometem ocupar as ruas do Rio com muita garra e criatividade para lutar pela legalização do aborto e pela vida das mulheres! Diferentes atividades marcarão o “Dia Internacional de Luta das Mulheres”.

No dia 06 de março (sexta-feira), acontecerá o lançamento no Rio da “Marcha das mulheres negras: contra o racismo, a violência e pelo bem viver”. O ato contará com diversas apresentações culturais, das 08 às 16h, na Central do Brasil.

No dia 07 de março (sábado), será a vez da oficina de batucada e confecção de cartazes, que acontecerá nos Arcos da Lapa, a partir das 14h. No mesmo dia, acontecerá uma manifestação, no Calçadão de Campo Grande, a partir das 09h.

Para fechar as comemorações, no dia 09 de março (segunda-feira) será realizado o ato “Pela vida das mulheres, legalização do aborto já!”. O evento ocupará o Largo da Carioca, das 15 às 19h, e contará com diversas atividades culturais. O microfone ficará aberto para as mulheres mandarem seu recado. Além disso, as organizadoras do evento solicitam que as participantes levem sapatos, para representar as mulheres mortas em decorrência da clandestinidade do aborto no Brasil.

O aborto é uma realidade. Apesar da criminalização da prática, o Ministério da Saúde estima que sejam realizados cerca de 1.250 mil abortos por ano no país. Desses, 250 mil resultam em internações para o tratamento de complicações em decorrência do aborto mal-sucedido.
Atualmente, o aborto só é permitido nos casos em que a gravidez resulta de estupro, quando a vida da gestante corre risco de vida e no caso de feto anencéfalo.

A criminalização do aborto escolhe a dedo suas vítimas. São as mulheres mais pobres, em sua maioria negras, as que alimentam as estatísticas. Reféns da clandestinidade, às mulheres só resta recorrer às clínicas de aborto ou outros meios mais inseguros. Embora as estimativas sejam aproximadas, em decorrência da criminalização, elas revelam um quadro dramático. O Ministério da Saúde enquadrou a causa como a quarta maior responsável por mortes de brasileiras.

Bancadas religiosas pressionam o Congresso Nacional para dificultar o acesso ao aborto nos casos permitidos pela lei, além de barrarem iniciativas que signifiquem avanços dos direitos sexuais e reprodutivos das mulheres.

Por essas razões, o ato do “Dia Internacional de Luta das Mulheres” reascende a necessidade de debate no Congresso Nacional sobre o tema, para que se defenda a vida das mulheres.
O Senado Federal recebeu, recentemente, uma proposta popular de regulamentação da prática. Essa proposta será analisada e poderá, de acordo com parecer da Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa do Senado, seguir para tramitação. Há a expectativa de que a iniciativa recoloque a discussão sobre a descriminalização e regulamentação da prática.

Educação sexual para decidir, contraceptivos para não abortar. Aborto legal e seguro para não morrer!

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