Depressão em sala de aula

De acordo com pesquisa publicada pela revista norte-americana “Child Development”, mais de 1.210 professores da rede pública do estado do Rio de Janeiro saíram de licença por depressão ou outros transtornos mentais. As precárias condições de trabalho são um dos principais motivos que contribuem para o afastamento dos educadores. A pesquisa também afirmou que tal profissão é uma das mais estressantes.

Falta de climatização; ausência de agentes educadores orientados; alto índice de ruídos externos e internos; não cumprimento do 1/3 de planejamento; falta d’água; e perda da autonomia são alguns dos problemas relatados pelos profissionais do município. Nas redes sociais, professores reclamam de salas com 30 crianças na educação infantil (pré 1) e mais um aluno especial, quando o limite é de 25 alunos. Um absurdo.

Quem deveria fiscalizar essas condições? As coordenadorias regionais de educação? O Ministério Público do Trabalho? O MEC?
Quem na verdade está interessado no bem estar dos alunos e dos professores? Os professores terão que lutar agora por adicional de insalubridade? Ou é mais lógica a adoção de medidas que melhorem o ambiente de trabalho?

Em maio do ano passado, nosso mandato apresentou o Projeto de Lei 843/2014, que defende uma carga horária mínima destinada ao planejamento docente na rede municipal. O projeto ainda não foi votado.