Após ocupação, trabalhadores do Comperj garantem direitos

Na tarde da última segunda-feira (09), centenas de trabalhadores do Comperj ocuparam o prédio do Ministério do Trabalho para exigir uma solução para o atraso no pagamento de salários e o fim do vínculo com as empresas devedoras. Foram mais de seis horas de negociação para ser firmado um acordo.

Os contratos de trabalho serão rescindidos imediatamente, com data retroativa de 27 de fevereiro, dia anterior à mudança das regras do seguro-desemprego. Com isso, até a próxima sexta-feira, os trabalhadores já devem conseguir sacar seu Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) e a primeira parcela do seguro-desemprego.

Além do atraso nos pagamentos, os operários denunciaram que vivem em instalações insalubres e que não recebem alimentação. Os demitidos, que vieram de outros estados, não têm dinheiro para voltar às suas terras e muitos estão morando nas ruas de Itaboraí. De acordo com o Sindipetro-RJ, as demissões estão acontecendo em várias prestadoras de serviços.

Anunciado como o grande empreendimento na Região Metropolitana do Rio, o Complexo Petroquímico de Itaboraí teve o valor inicial das obras de construção dobrado e hoje custa 13 bilhões de reais aos cofres públicos. O empreendimento começou em 2006 e ainda não foi concluído.