Professores grevistas continuam sendo descontados

Os descontos referentes à greve de 2014 continuam sendo realizados. Desde o mês de julho do ano passado, a prefeitura reduz os salários dos professores grevistas, uma medida inconstitucional, pois o direito de greve é garantido por lei. Alguns professores já tiveram seus contracheques zerados. Somados os descontos, a baixa salarial chega a 6.000 reais.

Logo no início do ano, Eduardo Paes (PMDB) chegou a ameaçar os profissionais com a retirada das gratificações, como o auxilio creche e o previ bilíngue. A responsabilidade foi atribuída, mais uma vez, aos educadores. É que o pré-requisito para a inscrição no auxílio educação é não possuir dívidas com a Previ-Rio. Mas, devido aos dias parados em 2014, profissionais foram incluídos no cadastro de devedores. Alguns chegaram a pagar a dívida para não perder o benefício, mesmo cientes de que a cobrança era ilegal.

Muitos processos já estão até arquivados, porém, não extintos. Alguns professores foram obrigados a assinar carta de reassunção no retorno às aulas após a greve. Os que assinaram, alguns coagidos pelas direções, ainda respondem por isso. Os processos impedem a retirada de licenças e até da aposentadoria.

O SEPE está recolhendo subscrições para um abaixo assinado contra a redução nos salários. Além disso, tem procurado sistematicamente o juiz responsável pelo caso, para saber o motivo da greve ainda não ter sido julgada. Até o momento, não obteve resposta.

Nós, do mandato do vereador Renato Cinco (PSOL), estamos na luta pela imediata anistia aos grevistas de 2014. Sem educação, não há democracia.