Contra o financiamento empresarial nas eleições

O recente escândalo de corrupção, revelado pela “Operação Lava Jato”, põe mais uma vez em evidência as relações promíscuas existentes entre expoentes dos maiores partidos políticos do país e os grandes empresários. Novamente, fica claro que os detentores de capital, ao financiarem campanhas eleitorais, não fazem doações. Realizam investimentos, conquistando defensores de seus interesses no legislativo e no executivo e obtendo em troca favores e contratos milionários com o poder público (estima-se que alcancem, com tal procedimento, lucros astronômicos de 850%!).

Para enfrentar tal situação, diversas entidades da sociedade civil, como a OAB e a CNBB, formaram a “Coalizão pela Reforma Política Democrática e Eleições Limpas”, desencadeando uma campanha pela aprovação do Projeto de Iniciativa Popular nº 6316/2013. Este Projeto:

1- Proibe o financiamento de campanha por empresas e estabelece a adoção do “Financiamento Democrático de Campanha”;

2 – Institui eleições proporcionais em dois turnos;

3 – Define a paridade de gênero nas listas eleitorais;

4 – Fortalece os mecanismos de democracia direta, de modo a garantir a participação da sociedade em decisões nacionais importantes.

Os organizadores pretendem recolher 1,5 milhões de assinaturas de apoio ao Projeto, que está tramitando na Câmara Federal. Somente com a pressão popular, será possível dobrar a atual maioria conservadora que domina o Congresso Nacional, aprovando uma reforma política que signifique um avanço democrático, não um retrocesso.
Para conhecer o Projeto e participar da campanha, acesse http://www.reformapoliticademocratica.org.br/