Política municipal de drogas e saúde mental em debate

Na noite da última quinta-feira (21), nosso mandato promoveu uma plenária sobre política de drogas e saúde mental, na Lapa. A plenária foi um espaço para ouvir as demandas e denúncias da sociedade sobre o tema.

O polêmico abrigo de Paciência, destino da maior parte dos recolhidos nas ruas do Rio, foi alvo de muitas críticas. Nosso mandato já esteve no local e constatou a ausência de equipe multidisciplinar para promover um acolhimento adequado à população abrigada.

Também foi apontada a necessidade de ampliação da rede de CAPS-AD (Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas) na cidade. Atualmente, o Rio de Janeiro conta com apenas 8 unidades, número bem longe da meta de 32 unidades – quantidade necessária para cobrir todas as áreas de planejamento do município.

A atual composição do Congresso Nacional é a mais conservadora das últimas décadas, com o crescimento do número de deputados e senadores ligados a grupos religiosos e militares. Neste cenário, a possibilidade de retrocesso na lei de drogas (até o retorno da pena de prisão para usuários) deve ser encarada como um perigo real.

O debate a respeito da política sobre drogas e saúde mental é uma prioridade para nosso mandato. Apresentamos o pedido de CPI da Internação Compulsória, realizamos audiências públicas sobre o assunto, acompanhamos visitas de fiscalização em abrigos municipais para pessoas em situação de rua e apoiamos todos os movimentos sociais que enfrentam a lógica proibicionista e higienista de recolhimento, internação e guerra aos pobres.