Por uma sociedade livre dos manicômios

Em 18 de maio é celebrado o “Dia Nacional da Luta Antimanicomial”. É um momento de reunir usuários e profissionais da rede de saúde mental para denunciar o manicômio como lugar de opressão e aprisionamento.

No Rio de Janeiro, o Núcleo Estadual da Luta Anitmanicomial, o Fórum de Trabalhadores de Saúde Mental, o Fórum de Saúde do RJ e a Frente Drogas e Direitos Humanos promoveram um ato, no Largo da Carioca, que terminou com uma passeata até a Cinelândia. O vereador Renato Cinco (PSOL) participou da manifestação.

Apesar das conquistas da reforma psiquiátrica (como o progressivo fechamento de leitos em hospitais psiquiátricos), a luta antimanicomial enfrenta novos desafios e ameaças de retrocessos.

No Congresso Nacional, é forte o lobby que busca financiamento público para os novos manicômios, as chamadas Comunidades Terapêuticas. Relatórios de inspeção do Conselho Federal de Psicologia revelam casos de péssimas condições de higiene, tortura e imposição religiosa às pessoas internadas nesses espaços, sob a justificativa de cuidado ao uso abusivo de álcool e outras drogas.

Na rede pública de saúde mental, o cenário também é problemático. No Rio de Janeiro, os profissionais da área estão sofrendo com a precarização das relações de trabalho. A situação se agravou com a transferência da gestão dos CAPS, estruturas fundamentais da rede pública de saúde mental, para Organizações Sociais (OS).

Não queremos humanizar o manicômio, queremos o seu fim!