Ato da educação: dois anos do massacre na Cinelândia

2Os profissionais de educação se reuniram em ato, em frente à Câmara Municipal, na tarde desta quinta-feira (01). A manifestação marcou os dois anos do massacre promovido pelo prefeito Eduardo Paes, que transformou a Cinelândia em uma praça de guerra.

Em 2013, professores e demais servidores da rede municipal de educação estavam mobilizados em uma greve histórica, que tinha como uma de suas principais reivindicações o plano de cargos e salários da categoria. Em 1º de outubro, dia em que o plano de carreira proposto pela prefeitura foi votado, a Câmara foi cercada por grades e por centenas de policiais, que impediram a população de acompanhar a votação. Foi um dia para não se esquecer: educadores em luta por uma escola pública de qualidade foram barbaramente agredidos e um plano de carreira arbitrário foi aprovado.

O vereador Renato Cinco participou da manifestação e, em sua fala, além de saudar a luta e a iniciativa de manter viva a memória desse dia trágico, aproveitou a oportunidade para homenagear o companheiro Emílio Araújo – professor e ex-diretor do Sepe, que faleceu em 2013, pouco tempo após a aprovação do PCCS.

“Eu não consigo mais lembrar do dia 1º de outubro de 2013 sem lembrar que aquele dia também foi a última vez que muitos de nós vimos o camarada Emílio Araújo. Ele foi absolutamente dedicado em ajudar a construir a crítica ao plano de cargos e salários que tinha sido apresentado pelo prefeito Eduardo Paes. O Emílio, como vocês sabem, foi um educador que dedicou a vida dele à luta pela escola pública, gratuita, laica e democrática. E a gente não pode deixar de lembrar do Emílio no dia de hoje, porque esta batalha que nós estamos rememorando dois anos depois foi a última batalha do Emílio na luta em defesa dos profissionais da educação, da luta em defesa da escola pública. Emílio Araújo, presente! Hoje e sempre!”, declarou Cinco.

Veja o material distribuído pelo mandato de Renato Cinco durante a manifestação.