Crise hídrica deixa moradores de Paquetá sem água

4As notícias do agravamento da crise hídrica não se limitam aos blogs de ambientalistas e à imprensa alternativa. Agora, toda mídia está alertando sobre o baixo nível dos reservatórios de água da região sudeste. No Estado do Rio, 20% dos municípios estão enfrentando problemas de abastecimento de água.

Na Capital, os moradores de Paquetá já estão sofrendo com a falta d’água por conta de uma redução na vazão no sistema que abastece a ilha e os municípios de Itaboraí, Niterói e São Gonçalo. Esse corte vem antecipando o horário de saída dos alunos da escola municipal Pedro Bruno, já que as torneiras secas impedem a preparação do almoço.

No plenário da Câmara Municipal, o vereador Renato Cinco questionou a política que resultou no corte do abastecimento de Paquetá. “Se está faltando água em Paquetá porque diminuíram a vazão, eu levanto a seguinte questão: cortar água das indústrias de Niterói e São Gonçalo antes de cortar a água da população de Paquetá. Porque isso é um debate que a gente vai ter que fazer. Nós vamos aceitar que a população fique sem água, enquanto os maiores consumidores de água, que são o agronegócio, a indústria e a mineração, continuam a gastar água?”

Cinco também lembrou que no sistema Guandu (responsável pelo abastecimento da maior parte da Região Metropolitana do Rio) a CEDAE oferece uma vazão maior que a demanda para não atrapalhar a captação de água feita por indústrias do polo de Santa Cruz, entre elas a TKCSA. “Os reservatórios do Sistema Guandu estão baixando mais rápido do que precisariam baixar, se não fosse o problema dessas empresas,” declarou.

Veja a íntegra do discurso:

Na quinta-feira (22), o vereador comentou sobre uma notícia publicada no jornal “O Globo”, que revela a preocupação do poder público em garantir o abastecimento de água durante os Jogos Olímpicos de 2016.

Cinco lamentou a ausência de preocupação com a população fluminense, inclusive com os que já estão sofrendo com as torneiras secas, para garantir uma boa imagem do Rio apenas durante a realização dos jogos.

Veja a íntegra do discurso:

Renato Cinco preside a “Comissão Especial sobre o Colapso Hídrico” da Câmara Municipal, que já elaborou um documento sobre o problema. Na escala regional e local, temos uma série de problema de gestão das águas: falta de transparência; a privatização do serviço de abastecimento de água e esgoto; a falta de investimento; e altos índices de desperdício de água tratada por conta de vazamentos.

Leia o texto “Notas da Presidência da Comissão Especial sobre o Colapso Hídrico”:

http://renatocinco.com/teste/pdf/NotasCECH-RJ_set2015.pdf