Comissão sobre o Colapso Hídrico questiona órgãos públicos

Há estudos sobre o impacto da crise hídrica no Município do Rio de Janeiro? Qual é a perspectiva do poder público para atuar na questão? Estas e outras perguntas foram encaminhadas na última semana para a Coordenadoria Municipal de Recursos Hídricos, Subsecretaria de Segurança Hídrica do Governo do Estado e CEDAE pelo vereador Renato Cinco.

Cinco é o presidente da Comissão Especial sobre o Colapso Hídrico da Câmara Municipal do Rio de Janeiro que, desde o primeiro semestre deste ano, vem acompanhando de perto o cenário no Rio de Janeiro através de debates públicos, diligências e entrevistas com especialistas. Segundo o próprio Secretário Estadual do Ambiente, é a mais grave crise da história no sistema Guandu.

“Não podemos colocar a culpa da crise na falta de chuvas. Na verdade, a abundância do regime de chuvas brasileiro encobria uma grave crise de gestão das águas”, disse o vereador Renato Cinco. “A CEDAE tem um histórico de desperdício de 50% de água tratada em vazamentos da rede e o reuso para a indústria está longe de ser uma realidade, o que é inaceitável”.

A crise já é uma realidade no município do Rio de Janeiro. No mês de outubro, os três mil moradores de Paquetá ficaram oito dias seguidos sem água. A situação atingiu até mesmo o Hospital Municipal Arthur Villaboim, o único da ilha. Diversas regiões da cidade também sofrem com a intermitência do abastecimento, ou simplesmente sua ausência por falta de rede.

“O Rio de Janeiro precisa assumir um protagonismo nesse debate, criando fontes alternativas de abastecimento, despoluindo, captando, reusando, e economizando água”, disse Cinco. “A Câmara Municipal tem obrigação de fiscalizar a aplicação das políticas públicas relativas ao tema, garantindo que a água seja tratada, de fato, como um direito humano fundamental”, finalizou.

Leia aqui as notas da presidência da Comissão: http://renatocinco.com/teste/pdf/NotasCECH-RJ_set2015.pdf

Assista na íntegra o debate promovido pela Comissão Especial sobre o Colpaso Hídrico no plenário da Câmara Municipal: