Um homofóbico como secretário de direitos humanos?

A decisão do governador Pezão de nomear o pastor Ezequiel Teixeira para o cargo de Secretário Estadual de Assistência Social e Direitos Humanos foi um duro ataque aos direitos da população LGBT. Felizmente a pressão contra essa escolha foi forte e Ezequiel foi exonerado na noite da última quinta-feira (17). O novo secretário é o ex-deputado estadual Paulo Melo (PMDB).

Na curta gestão de Teixeira o programa “Rio Sem Homofobia”, que é vinculado a Secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos, sofreu com com 78 demissões desde janeiro. Neste mesmo período, os quatro centros de cidadania LGBT do estado e o “Disque Cidadania LGBT” foram desativados por falta de recursos. Em entrevista para o jornal “O Globo”, o então secretário afirmou acreditar na “cura gay” e ser contra a união homoafetiva.

Antes da notícia da exoneração, o vereador Renato Cinco discursou no plenário da Câmara Municipal lamentando a escolha Ezequiel Teixeira, por possuir posições incompatíveis com o cargo de secretário de direitos humanos.

“Eu acho que todos achariam escandaloso se, por exemplo, o Secretário Estadual de Direitos Humanos achasse que judeus são seres humanos de segunda categoria. Eu acho que todo mundo consideraria um escândalo se o Secretário de Direitos Humanos considerasse os negros seres inferiores, vítimas de alguma doença. Mas o Secretário Estadual de Assistência Social e Direitos Humanos do Rio de Janeiro, o Pastor Ezequiel Teixeira, curiosamente do Partido da Mulher Brasileira, não reconhece os direitos da população LGBT. Se o Secretário não é homofóbico, não sei mais o que é homofobia”, declarou Cinco.

Veja a íntegra do discurso: