#pareTKCSA! Licença de operação da siderúrgica vence em abril

A campanha #pareTKCSA, que fiscaliza e denuncia os impactos da operação da Companhia Siderúrgica do Atlântico, em Santa Cruz, ganha um novo impulso neste início de ano. Em abril vence o prazo do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), que garante o funcionamento da TKCSA.

A siderúrgica, conhecida por elevar em 76% as emissões de CO2 na cidade do Rio de Janeiro e por causar o fenômeno da “chuva de prata” em seu entorno, já foi embargada pelo Ministério do Trabalho e multada por órgãos ambientais.

O último grave ataque aos direitos dos moradores de Santa Cruz foi a construção de uma barragem (chamada de soleira) de contenção de água no canal do São Francisco, com o objetivo de impedir a entrada da água salgada no ponto de captação da Associação do Distrito Industrial de Santa Cruz (Aedin). Esta obra impede a livre circulação de pescadores até a Baía de Sepetiba.

A pressão da água não permite a passagem das embarcações, que agora têm de ser rebocadas por um guindaste fornecido pela TKCSA. Confira no vídeo gravado por um pescador afetado.

Mais de 300 famílias ainda lutam por justiça, por meio de mais de 300 ações judiciais movidas pela Defensoria Pública, e reparação por violações de direitos humanos cometidas pela TKCSA. Existem inúmeras ações de associações da pesca artesanal, cobrando seus direitos pelo prejuízo causado pela TKCSA aos pescadores artesanais desde 2005.