Zika vírus e o debate sobre o aborto

O ano já começou com uma questão de grande proporção a ser resolvida. Além das crises econômica e política instaladas no país, a epidemia do Zika vírus é outro tema que tem tido destaque diário nos noticiários. O aumento significativo das notificações da doença, que veio acompanhado de um crescimento de casos de microcefalia, tem deixado a população em alerta.

Em contrapartida, as iniciativas implementadas pelas autoridades competentes para o enfrentamento da doença têm como estratégia principal o combate ao mosquito transmissor – o Aedes Aegypti, também vetor de doenças como a dengue.

Em discurso nesta quinta-feira (18), Renato Cinco comentou sobre a epidemia de Zika vírus e destacou a necessidade de fortalecer o sistema público de saúde, único capaz de combater a epidemia – já que a saúde privada tem como foco o tratamento de doenças e não a prevenção das mesmas. Cinco deu ênfase ainda para o fato de que a proliferação do Zika pode ser consequência da falta de priorização em investimentos na área da saúde.

Cinco aproveitou para chamar a atenção para outra questão que tem se destacado quando o assunto é o Zika: com o aumento significativo dos casos de microcefalia, o debate acerca da legalização do aborto ganha força. Se há possibilidade de que a microcefalia tenha relação com a doença, como proceder com as gestantes que contraem o Zika? Já há dados, inclusive, sobre o crescimento do abandono paterno nessas situações.

Contrariando o pedido da ONU para que os países revejam a legislação sobre o aborto, parlamentares brasileiros tomam inciativas para que haja um aumento de pena para mulheres que abortem fetos microcéfalos.

“É fundamental que a nossa sociedade tenha coragem de debater a questão da regulamentação do aborto no nosso país. Um direito das mulheres que não pode ser bloqueado por concepções religiosas de parcela da população. O Estado tem que ser laico”, afirmou Cinco.

Veja o discurso na íntegra: