Libertem Rafael Braga!

14bNa terça-feira (12), Rafael Braga foi à audiência novamente. Rafael foi o primeiro e único preso e condenado das chamadas “Jornadas de Junho” de 2013. Negro, pobre e catador de latas, seu crime foi portar uma garrafa de desinfetante e outra de água sanitária – caracterizadas pela polícia e pela perícia como artefatos explosivos – e estar na rua no dia da passeata que reuniu 1 milhão de pessoas no centro do Rio de Janeiro. Ele sequer tinha relações com as manifestações ou com militantes políticos.

Após ser condenando a 4 anos e 8 meses em primeira instância, ter seu caso remetido ao Supremo Tribunal Federal e passar pouco mais de 2 anos encarcerado no Complexo Penitenciário de Bangu, Rafael conquistou o “privilégio” de cumprir o restante de sua pena em liberdade – com direito à tornozeleira eletrônica e tudo.

Se não bastasse toda a injustiça cometida pelo sistema judiciário, Rafael foi detido novamente no dia 12 de janeiro desse ano após abordagem policial na Vila Cruzeiro, local onde mora com a mãe. De acordo com os policiais que o prenderam, Rafael carregava uma sacola com maconha, cocaína e um foguete. Uma testemunha de defesa afirma que Rafael não tinha nada nas mãos e foi agredido covardemente pelo grupo de PM’s. Na ausência de uma das testemunhas de acusação, outra audiência foi marcada.

Veja aqui a declaração do advogado de defesa, Lucas Sada:

Leia aqui a matéria completa da “Ponte Jornalismo”, que cobriu a audiência: