Marcha da Maconha lembra que a proibição mata todo dia

33No último sábado (07), a Marcha da Maconha ocupou a orla de Ipanema com cerca de 5 mil pessoas para defender o fim da estúpida política proibicionista, que torna criminoso aquele que vende, cultiva ou porta maconha para uso pessoal. O tema desse ano foi “A proibição mata todo dia”.

Mais uma vez, a Marcha contou com a presença de familiares beneficiados pelo uso medicinal da maconha, de defensores da legalização de drogas psicodélicas (como o LSD e o MDMA), da ala feminista e da ala de defesa da libertação de Rafael Braga Vieira. A parte musical foi embalada pelo bloco Planta na Mente e pela festa Claps.

Nosso mandato esteve presente e realizou a distribuição da “Cartilha Antiproibicionista dos Direitos do Usuário”, além de adesivos em defesa da legalização da maconha. A cartilha trata, entre outros assuntos, da história da proibição das drogas, dos benefícios medicinais da maconha e de aspectos da legislação das drogas no Brasil.

Em discurso durante a Marcha, o vereador Renato Cinco comentou sobre o Projeto de Lei 1824/16, do nosso mandato, que “estabelece a redução de danos e riscos como política municipal de saúde”. A redução de danos engloba todas as políticas, programas e práticas que tenham como prioridade reduzir os riscos à saúde (física, mental e social) decorrentes do uso de drogas lícitas ou ilícitas.

“Com uma política de redução de danos, a prefeitura pode parar de participar da repressão e atuar na solução”, declarou Cinco.

O PL também prevê que a Secretaria Municipal de Saúde ofereça cursos de capacitação em redução de danos para os profissionais de saúde que atuam nos Centros de Atenção Psicossocial Álcool e outras Drogas (CAPS AD).

Leia o texto do PL na íntegra