Baía de Guanabara, descaso e resistência

A palavra “Guanabara” vem do Tupi e significa “mar do seio”. Foi o nome dado pelos índios à bela baía que banha o Rio e outras cidades fluminenses, em referência ao seu formato arredondado e à fartura de peixes da área.

Cartão postal do Rio de Janeiro e palco de todas as regatas dos Jogos Olímpicos de 2016, a Baía de Guanabara sofre com o descaso das autoridades e a degradação ambiental. Das 8,5 milhões de pessoas que moram em suas margens, 1,6 milhões não possuem rede de esgoto formal e acabam poluindo a região. Para piorar, 14 mil indústrias despejam diretamente seus efluentes nos rios e canais que desembocam na baía.

Estes e outros dados preocupantes estão no livro “Baía de Guanabara, descaso e resistência”, do jornalista Emanuel Alencar. A obra, iniciada em 2015, foi o resultado de uma parceria com a fundação alemã Heinrich Böll.

O livro será lançado na próxima terça-feira (19), às 18h, no Espaço Plínio (Rua Joaquim Silva, 130, na Lapa). Na ocasião, acontecerá um debate sobre o tema da obra com Rogério Rocco (analista ambiental e professor), Mayara Jaeger (cientista ambiental e militante do movimento “Baía Viva”) e o autor.

O jornalista buscou referências em artigos científicos, textos jornalísticos e conversas com ativistas e pescadores da região. Além disso, é um profundo conhecedor da Baía de Guanabara, tendo feito diversas reportagens sobre o local.

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