Dia Nacional da Maconha Medicinal

11Com passos ainda lentos e limitados, a legislação de drogas do Brasil finalmente está reconhecendo a importância medicinal da maconha. Neste contexto, ativistas antiproibicionistas vão ocupar, no domingo (27), a Praça Mauá com o “Dia Nacional da Maconha Medicinal”. A atividade começará às 16h20.

O evento vai contar com uma aula pública sobre a história e benefícios medicinais da maconha, a participação do Bloco Planta na Mente e a realização da Roda Cultural pela Maconha Medicinal.

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O uso medicinal da maconha é pouco divulgado pela grande mídia, mas são diversos os estudos que sustentam que a planta é a melhor e, em muitos casos, a única opção que o paciente tem para reduzir e aliviar os efeitos decorrentes de inúmeras doenças e seus tratamentos.

A maconha pode ajudar no tratamento de doenças como a Síndrome Dravet, Câncer, dor crônica, lúpus, autismo, ansiedade, colite, doenças autoimunes, esclerose múltipla, artrite, diabete, depressão, HIV, inflamação crônica, Alzheimer, glaucoma, síndrome do pânico e Parkinson.

O mês de novembro teve vitórias importantes para quem luta pelo direito ao uso terapêutico da maconha. A primeira foi a liminar conquistada pela família de Margarete Santos de Brito para cultivar a maconha que é utilizada no tratamento da filha Sofia, sem medo de qualquer ação repressiva da polícia.

Também foi importante a decisão da Anvisa, que aprovou os critérios para a venda de medicamentos feitos com maconha no Brasil. A Agência estabeleceu a concentração máxima de 30 mg/ml para remédios à base de tetrahidrocanabidiol (THC) e de canabidiol (CBD), que serão vendidos sob controle especial.

Apesar dos avanços, é preciso lamentar a postura da Agência, que continua a ignorar a possibilidade do cultivo caseiro de maconha para fins medicinais. Desta forma, a terapia com cannabis corre o risco de ficar limitada ao que é oferecido pela indústria farmacêutica.