Calamidade é o PMDB!

6Vivemos um período de evidentes retrocessos na política brasileira e fluminense. O ilegítimo presidente Michel Temer, que chegou ao cargo através de um golpe parlamentar, tem sido agressivo na retirada de direitos. Há diversas semanas, estão acontecendo protestos em todo o país, como greves, passeatas e ocupações de universidades e escolas contra a PEC 55 (que congela investimentos sociais por 20 anos), a reforma do ensino médio e a reforma da previdência, que aumenta a idade mínima para aposentadoria, apresentada pelo governo esta semana.

O governo Temer tem agido com extrema repressão, como observamos na terça-feira, 29/11, na grande manifestação em Brasília, quando houve a votação em primeira instância no Senado da PEC 55, aprovada na ocasião. Mais de 25 mil pessoas, entre estudantes, trabalhadores e militantes ocuparam o gramado em frente ao Congresso Nacional e sofreram uma forte violência por parte do batalhão de choque da Polícia Militar do Distrito Federal.

Na segunda-feira (05), uma liminar de ministro do STF, Marco Aurélio Mello, determinava que o presidente do Senado, Renan Calheiros, fosse afastado do cargo, pois passou a ser réu no Supremo. Na terça-feira (06), a mesa diretora do Senado não cumpriu a liminar e decidiu aguardar a decisão do plenário do STF para afastar Renan. Na quarta-feira (07), houve o julgamento da liminar no STF e, por 6 votos a 3, o afastamento de Calheiros foi derrotado. Entretanto, os ministros determinaram que, por ser réu, Renan não pode assumir a presidência da república em caso de ausência de Temer e de Rodrigo Maia (presidente da Câmara e primeiro na linha sucessória).

No Rio de Janeiro, a grave crise também se manifesta em diversos acontecimentos relevantes, como as prisões dos ex-governadores Anthony Garotinho e Sérgio Cabral e, nesta terça-feira (06), da esposa de Cabral, Adriana Ancelmo. Cabral e Adriana se tornaram réus na justiça federal pelos crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro, formação de quadrilha e organização criminosa.

Ainda nesta última terça, tivemos mais um fato relevante, que foi a brutal repressão da polícia contra os manifestantes que protestavam na ALERJ para barrar o pacote de maldades do Pezão.

“Foram seis horas. Seis horas em que as bombas não pararam de ser lançadas pela Polícia Militar e a Força Nacional. Aliás, alguém precisava fazer a conta: a R$ 800,00 por bomba. Quanto custaram seis horas seguidas de bombas sendo lançadas no Centro da cidade? Ontem, no final do dia, os catadores de alumínio não estavam catando latas de refrigerante no Centro do Rio, mas enchendo as sacolas com as bombas que foram utilizadas, durante o dia, pela Polícia Militar”, declarou Renato Cinco, repudiando a ação da polícia em discurso na Câmara nesta quarta-feira (07).

Sobre a crise geral, o mandato de Renato Cinco lançou um panfleto que visa evidenciar à população as razões dos ataques dos governos e do grande capital para retirar ainda mais direitos.

Confira aqui o panfleto