Força, Tati!

6A guerra aos pobres (disfarçada de “guerra às drogas”) fez mais uma vítima. Yuri Lourenço da Silva, de 19 anos, filho da cantora de funk Tati Quebra Barraco, foi assassinado no início da madrugada de domingo (11) por policiais da UPP na Cidade de Deus.

Nos entristece também, além de toda essa máquina de guerra insana que gasta milhões para assassinar a população negra e pobre das favelas, a narrativa de que o jovem tinha passagem na polícia. Impulsionados pelos discursos da mídia hegemônica, os famosos “comentaristas de G1” já estão dando as caras, tentando justificar a morte do menino pelo fato de ele supostamente já ter roubado um boné.

Tati comentou em suas redes que foi uma execução por parte da polícia: “O meu filho estava queimado de pólvora nos peitos, o que indica que foi a queima roupa. O tiro foi de perto, não teve como reagir”, disse. A cantora também afirmou que a morte de seu filho não ficará impune: “Policiais que aparecem em um carro comum e matam, sai para prender? Tem certeza?”.

Um dia depois do “Dia Internacional dos Direitos Humanos”, ainda temos muito a avançar na consciência de que devemos defender a dignidade e a vida de todas as pessoas, especialmente das oprimidas e oprimidos.

Pela sua página no facebook, Renato Cinco se solidarizou com Tati Quebra Barraco:

“Prestamos aqui toda nossa solidariedade à Tati e a todas as mães e parentes que perdem seus entes pelas mãos das forças policiais do estado. Basta de genocídio do povo negro!”, disse.