Debate “A guerra da água no Rio”

No dia 22 de março, às 18h30, nosso mandato vai promover, no plenário da Câmara Municipal, o debate “A guerra da água no Rio”.

Com pretexto de equilibrar as contas do estado, o governador Pezão está atacando o patrimônio da população fluminense. O mais simbólico destes ataques é a privatização da CEDAE. A presença do boliviano Oscar Oliveira vai proporcionar um importante exemplo de resistência contra esse tipo de ofensiva.

O encontro contará com a presença de um dos mais importantes líderes da guerra da água na Bolívia, Oscar Olivera. No país vizinho, a tentativa de privatização gerou uma verdadeira guerra e o governo teve que recuar.

A mesa será composta ainda por Renato Cinco, Ary Girota (delegado sindical da Cedae) e Alexânia Rossato (representante do MAB – Movimento dos Atingidos por Barragens).

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Oscar Oliveira também participará de outras atividades no Brasil.

Na manhã do dia 20, ele e o mandato de Renato Cinco farão uma visita à barragem do rio Guapiaçu, no município de Cachoeiras de Macacu.

Um projeto do governo do estado, financiado pela Petrobras, pretende inundar 1/3 do distrito, ou seja, cerca de 340 propriedades rurais, o que inviabilizará a vida de muitas famílias que vivem da agricultura.

Também no dia 20, a partir das 18h30, o líder popular boliviano participará do debate “Água: direito de todos ou mercadoria?”, na UFF.

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O evento está sendo organizado pelos mandatos de Renato Cinco, da vereadora Talíria Petrone e do deputado estadual Flavio Serafini e contará ainda com a presença de Carlos Walter Porto-Gonçalves (professor da UFF).

O debate será seguido de um coquetel de lançamento do livro “Crise Hídrica em Debate, Reflexões a partir do Seminário Internacional 2015”.

Em Niterói, o serviço de distribuição de águas e coleta de esgoto está nas mãos da empresa Águas de Niterói, há 17 anos. A população mais pobre convive com problemas de abastecimento e despejos de esgoto in natura.

Centenas de países que privatizaram a água estão reestatizando o serviço. A decisão de venda da CEDAE é apenas autorizativa. A luta continua!