Cadê a carne?

Desde o início do ano letivo, o mandato de Renato Cinco tem recebido diversas denúncias sobre a quantidade e a qualidade da merenda escolar servida nas escolas, ginásios cariocas, creches e Edis da rede municipal de ensino do Rio de Janeiro.

Sabemos que muitas crianças fazem a única refeição do dia nas unidades escolares. Assim, a qualidade das merendas não é um detalhe para a saúde dos alunos.

A quantidade também tem sido questionada por professores e responsáveis, que denunciam a redução dos alimentos e afirmam que as crianças voltam para casa com fome.

Diante de tal situação, o vereador Renato Cinco (PSOL) protocolou, nesta quinta-feira (27), um Requerimento de Informações (RI), que questiona a grande redução da carne vermelha, frango, leite, iogurtes e derivados na merenda escolar.

O RI faz as seguintes perguntas:

1. Como é definido o cardápio das unidades escolares, ginásio carioca, creches e espaços de desenvolvimento infantil? Quais são os nutricionistas responsáveis?
2. Quais são as porções de proteína e carboidrato recomendados?
3. Os cardápios recomendados por nutricionistas são de fato garantidos aos alunos? Se não, quais são as mudanças nos cardápios?
4. É garantida a oferta de cálcio para o desenvolvimento infantil? Se sim, por meio de quais alimentos?

A prefeitura tem agora 30 dias para responder, prazo prorrogável por mais 30 dias.

Secretário de Educação visita Câmara Municipal

A visita inesperada do Secretário de Educação, César Benjamin, à Câmara Municipal não pegou os vereadores da bancado do PSOL despreparados. Renato Cinco aguarda uma audiência com o mesmo desde o início do ano, quando enviou um ofício pedindo uma reunião, que ainda não aconteceu.

Os problemas da educação são praticamente os mesmos dos últimos anos. Benjamin foi questionado por Renato Cinco sobre o Plano de Cargos e Salários, que não contempla a maioria dos profissionais de educação, mas a pergunta ficou sem resposta.

Cinco abordou também outras pautas, como um terço de planejamento; o 6º ano experimental; e a convocação dos concursados aprovados. O secretário demonstrou que manterá a mesma política da gestão passada.

César demonstrou preocupação com o analfabetismo funcional, mas sequer conseguiu fazer o real diagnóstico.

Hoje, a estrutura das séries do ensino fundamental vive vários gargalos, frutos de diversas experiências da gestão passada, que fragmentou a rede de ensino e produziu variados programas, que escoaram a verba pública para os setores privados, nas chamadas parcerias público privado.

O sexto ano tornou-se um obstáculo à sequência do processo de ensino-aprendizagem. Desde de 2014, o 6º ano deixa de ser a 1ª série do 2º segmento do ensino fundamental e torna-se algo sem definição.

Quem são os profissionais capacitados a lecionar para essas turmas? Um único docente é responsável por ministrar todas as matérias. O fato é que professores denunciam que os alunos estão chegando despreparados para o 7º ano.

O Secretário ainda demonstrou desconhecimento da realidade da rede e não soube debater o PL 843/2014, de autoria de Renato Cinco, que prevê a garantia de um terço do tempo de aula para o planejamento.

A qualidade de uma aula depende do seu planejamento. Um professor precisa ter tempo para ler, pesquisar, visitar museus, participar de seminários e de congressos. Enfim, para ter seu processo de reciclagem e ter formação continuada. Por isso, defendemos a implantação do um terço de planejamento.
César Benjamin priorizou explicitar a crise orçamentária. Criou um clima de terror e insegurança, afirmando que os servidores só terão seus salários garantidos até maio.
Um terrorismo que se repete nos três níveis governamentais. O mandato de Renato Cinco estará na luta para que mais uma vez o trabalhador não pague pela crise.