CPI quer investigar os contratos olímpicos no Rio

Durante entrevista, o prefeito Marcelo Crivella (PSC) declarou que a prefeitura do Rio de Janeiro só tem recursos para pagar os salários de servidores até setembro. Enquanto isso, os pagamentos de empréstimos contraídos para as obras das olimpíadas aumentaram desde agosto do ano passado.

O descaso com os servidores do município, diante da suposta crise financeira, fez com que o vereador Renato Cinco (PSOL) reforçasse a necessidade de instalação de CPI para investigar os indícios de pagamento de suborno ao ex-prefeito Eduardo Paes (PMDB) para facilitação de contratos relacionados à Olimpíada de 2016.

Não surpreende que o nome do ex-prefeito apareça em denúncias desse tipo. Em dezembro de 2016, a justiça decretou o bloqueio dos bens do ex-prefeito, quando pesou contra ele a acusação de improbidade administrativa na construção do Campo de Golfe Olímpico da Barra da Tijuca. A beneficiada seria a construtora Fio Empreendimentos.

Segundo denúncias do responsável pelo pagamento de propinas da empresa Odebrecht, Benedicto Barbosa da Silva Júnior, Eduardo Paes (2009-2016) recebeu R$ 16 milhões para facilitar contratos relativos à Olimpíada de 2016 – R$ 11 milhões teriam sido repassados no Brasil e outros R$ 5 milhões por meio de contas no exterior.

Para pedir a abertura da CPI é necessário um número mínimo de 17 assinaturas. Até agora, 12 vereadores assinaram o requerimento. É importante que a população pressione os vereadores e as vereadoras do Rio de Janeiro. Somente assim poderemos aprovar a “CPI da Propina Olímpica”.

Acompanhe o andamento do pedido de “CPI da Propina Olímpica” e pressione: https://www.facebook.com/events/1490529380997780/