Greve geral: truculência da polícia e manipulação da mídia

A imprensa e diversos setores de direita podem até negar, mas a Greve Geral do dia 28 de abril gerou mobilização, debate e manifestações em diversas cidades brasileiras. Outro erro de avaliação sobre os acontecimentos, ou deturpação mesmo dos fatos, foi o discurso midiático afirmando que houve confronto entre polícia e manifestantes. Aos que participaram das manifestações e piquetes, não há dúvida: o que aconteceu foi um ataque covarde das forças policiais!

Ainda durante a concentração, as bombas começaram a ser atiradas e não pararam mais. Acompanharam todo o ato, enquanto foi possível mantê-lo e, em seguida, cercaram as ruas do Centro. Já na Cinelândia, bombas foram jogadas em meio ao público do ato-show e no palco, em cima dos que discursavam.

Tudo isso aconteceu antes dos ônibus serem queimados na Lapa, situação que foi apontada pelos grandes meios de comunicação como o grande ato de vandalismo que desencadeou a repressão policial.

Em discurso no plenário da Câmara Municipal, o vereador Renato Cinco condenou a ação policial e a cobertura da imprensa. A mídia burguesa buscou justificativas pífias para a repressão policial e minimizou a pauta contra as reformas.

“Como direito constitucional fundamental, a liberdade de reunião e a liberdade de manifestação foram violadas de maneira grave pela Polícia Militar do Rio de Janeiro e pela Força Nacional de Segurança. Precisamos fazer essa denúncia enfaticamente. O que aconteceu no Rio de Janeiro não foram confrontos entre as forças de segurança e os manifestantes, mas um ato de repressão ditatorial de um governo absolutamente ilegítimo, que quer impor, à força, medidas claramente contra os interesses e a vontade do povo brasileiro”, afirmou Cinco.

Veja aqui o discurso na íntegra:

Mesmo com tanta repressão, os manifestantes não recuaram. No dia 1º de maio, um grande ato em homenagem ao “Dia do Trabalhador” reuniu centenas de pessoas na Cinelândia. Cinco esteve presente no protesto.