PL defende a preservação da cultura de rua

Em 2010, o incêndio do espaço utilizado por diversos artistas para produção de rimas fez com que o grupo ocupasse locais públicos da cidade. De lá para cá, as rodas de rima ganharam as praças de quase todos os bairros do Rio e, hoje, são responsáveis pela difusão da cultura entre seus organizadores e participantes, uma juventude que se mobiliza cada vez mais para contar a sua própria história.

Infelizmente, esse tipo de manifestação não é tratado pelo poder público como deveria e não são raros os casos de repressão da guarda municipal e da polícia militar. No intuito de acabar com a criminalização de manifestações culturais na cidade, o mandato ecossocialista e libertário do vereador Renato Cinco (PSOL) apresentou à Câmara do Rio um Projeto de Lei que torna “patrimônio cultural carioca as rodas do Circuito Carioca de Ritmo e Poesia, denominadas rodas de rimas”.

Legislação

Criado em 2012, o Programa de Desenvolvimento Cultural Carioca de Ritmo e Poesia que deveria contribuir com o desenvolvimento de atividades em toda a cidade e buscar meios de incentivar a música jovem alternativa – o que evitaria a sua marginalização – não saiu do papel.

O nosso mandato entende que proteger as rodas de rima é garantir o direito à cidade a quem nela vive. Além de ser um estímulo à circulação de jovens de diferentes localidades e à criação artística carioca, dar vida às praças – cada vez mais abandonadas – e é remar do lado contrário da mercantilização da cultura popular e também afirmar que outra cidade é possível.