Dia Nacional da Luta Antimanicomial

O manicômio é uma lamentável marca na história da psiquiatria brasileira, que ainda sobrevive mascarada por supostas novas práticas. É neste contexto que o 18 de maio, “Dia Nacional da Luta Antimanicomial”, é marcado com luta e resistência. No Rio de janeiro, um ato foi realizado na tarde da última quinta-feira na Cinelândia, terminando com uma caminhada até o Largo do Carioca.

O protesto contou com apresentações teatrais, de poesia e o desfile dos blocos “Loucura Suburbana”, “Filhxs da Martins” e “Zona Mental”.

A data registra as mobilizações em torno do fechamento de manicômios e a formalização de novas legislações, a implantação da rede de saúde mental e atenção psicossocial e da instauração de novas práticas em um importante movimento de reforma psiquiátrica.

Em discurso no plenário, o vereador Renato Cinco destacou a importância deste dia de luta e comentou sobre as ameaças de retrocessos com o fortalecimento, inclusive com verba pública, das comunidades terapêuticas.

Veja a íntegra do discurso:

No Rio de Janeiro, a gestão de Eduardo Paes chegou a adotar uma política de recolhimento compulsório da população em situação de rua com o pretexto de combater o uso de crack. Já o atual prefeito, Marcelo Crivella, anunciou que vai fazer um convênio com cerca de 70 igrejas evangélicas da cidade para acolher a população que vive nas ruas. Os dois casos são exemplos do desconhecimento (ou desprezo) dos gestores das diretrizes da reforma psiquiátrica e de desrespeito ao princípio do Estado Laico.

Com o lema “30 anos na Luta: Resistindo sem Temer” o ato é organizado pelo Núcleo Estadual da Luta Antimanicomial do RJ (NEMLA-RJ) em parceria com o Fórum de Saúde do Rio de Janeiro e Frente Estadual Drogas e Direitos Humanos RJ e conta com o apoio do Laboratório de Estudos em Saúde Mental e Atenção Psicossocial LAPS/FIOCRUZ, Centro Acadêmico de Psicologia PUC, Conselho Regional de Psicologia/RJ e Conselho Regional de Serviço Social/RJ.